Notícias UNIPAC

UNIPAC realiza mobilização do “Maio Amarelo”

A FUPAC também aderiu à campanha “Maio Amarelo” e promoveu uma mobilização em torno do tema. O principal objetivo é chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e ferimentos em acidentes de trânsito em todo o mundo. Durante todo o mês serão trabalhadas práticas que podem evitar vários acidentes e a conscientização contra o uso de celular no volante e a ingestão de álcool antes ou durante a condução de veículos.
Abaixo texto do professor do curso de Enfermagem da UNIPAC Barbacena, Ronaldo Adriano da Silva Araújo sobre o tema.

MOBILIZAÇÃO CIVIL “MAIO AMARELO 2019”: UMA NECESSIDADE REAL DE SENSIBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE PARA A PREVENÇÃO DOS ALTOS ÍNCIDES DE ACIDENTES DE TRÂNSITO
Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que, todos os anos, cerca de 1,25 milhão de pessoas morrem devido a acidentes de trânsito, e que, entre 20 e 50 milhões de pessoas sofrem alguma lesão temporária ou permanente. Entre os dados, o que mais chama a atenção da OMS é que os acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, sendo que 90% destas mortes acontecem em países de baixa e média renda, que detém apenas a metade de veículos do mundo. Praticamente, metade das vítimas fatais são pedestres, ciclistas e motociclistas.
O alerta é que se nenhuma medida for adotada, os acidentes de trânsito devem se tornar a 7ª principal causa de morte global em 2030. No Brasil, está entre a 3ª causa de morte, a qual antecede as mortes causadas por doenças cardiovasculares. De acordo com o Ministério da Saúde, estudos apontam uma tendência a se tornar a 2ª causa de mortes entre jovens no país. Nesse contexto, o sofrimento, combinado com os custos globais estimados em US$ 1,850 trilhão ao ano, torna a redução das mortes e das lesões no trânsito prioridade urgente no Brasil e no mundo.
No Brasil, os acidentes de trânsito entre 2014 e 2015 (dados mais recentes disponíveis), apresentaram uma queda de 7% na causa de mortes, reduzindo de 43.780 para 38.651. Os custos gerados por acidentes de trânsito, segundo base de dados Data SUS e Ministério da Saúde, resultaram em uma redução de gastos de R$ 56.021.670 para 52.283,362 bilhões/ano. Apesar da redução, ressalta-se que esse recurso deixou de ser investido em melhorias como saúde, educação, saneamento básico, transporte, infraestrutura dentre outros. Esse contexto gera impacto socioeconômico expressivo e envolve as vítimas, as famílias e a sociedade.
Como resposta global, a OMS criou o Movimento “Maio Amarelo”, que tem como proposta chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo. O movimento articula uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil e intenciona colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos. Entre os envolvidos estão os órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada, voltados para discutir o tema, promover ações e propagar o conhecimento, abordando toda a dimensão que a questão do trânsito exige.
O Brasil respondeu e aderiu bem ao movimento e, a partir de 2016, as ações se tornaram cada vez mais abrangentes, resultando numa queda no número de acidentes, ainda que menos expressiva. A meta estipulada entre os 178 países que aderiram ao movimento, incluindo o Brasil, é a redução de 50% de mortes e lesões no trânsito para a década de 2011 a 2020.
Nesse ano de 2019, o movimento terá como lema “No Trânsito, o sentido é a vida”, em que os professores e alunos do Curso de Enfermagem estarão juntos, desenvolvendo ações para conscientizar e motivar para atitudes seguras no trânsito, propostas pelo movimento.

Enfermeiro Ronaldo Adriano da Silva Araújo
Prof. das disciplinas de Enfermagem em Urgência e Emergência e Suporte Básico de Vida
Curso de Enfermagem/UNIPAC

NO TRÂNSITO, O SENTIDO É A VIDA
O MOVIMENTO EM 2019
SOBRE O MOTE 2019

O OBSERVATÓRIO desenvolveu o mote com a proposta que os adultos ouçam o conselho dado por uma criança, que com sua ingenuidade e inexperiência perante a vida, tem uma percepção e absorção do que é certo e errado com mais eficácia, sem filtros.
A campanha teve sua inspiração nos cinco sentidos humanos, numa alusão à sinalização de trânsito. Ou seja, o trânsito é feito de sentidos. Para utilizá-lo, é preciso entender todos eles. Uma seta no carro da frente indica para onde ele vai virar. Um pedestre com a mão estirada na faixa de pedestre transmite o sentido de que ele quer efetuar a travessia. Só que, de sentido em sentido, fomos ficando egoístas e causando acidentes. Acabamos esquecendo um sentido muito importante: a audição. Precisamos voltar ao começo e ouvir os conselhos de quem não sabe mentir, e conhece muito bem o que certo e o que não é: as crianças”. Mas qual é o sentido de ouvir o conselho de uma criança? A resposta é pura e simples: O sentido é a vida.
O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

NO TRÂNSITO, O SENTIDO É A VIDA
Este ano, a sexta edição do Maio Amarelo traz o tema “NO TRÂNSITO, O SENTIDO É A VIDA”, aprovado pelo (Contran) Conselho Nacional de Trânsito e recomendado na RESOLUÇÃO Nº 771, DE 28 DE FEVEREIRO DE 2019.
Assim como em 2018, o tema escolhido propõe o envolvimento direto da sociedade nas ações e uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por um trânsito mais seguro.
O mote sugerido pelo OBSERVATÓRIO também foi validado pela Associação Nacional de Detrans (AND), que o apresentou durante reunião geral.
De acordo com o OBSERVATÓRIO, os acidentes não acontecem, mas sim são frutos de escolhas inadequadas e arriscadas. Para Ramalho, a maioria dos acidentes têm como motivação as falhas humanas como imperícia, imprudência e desatenção. “Somos os responsáveis pelos nossos atos no trânsito e ter consciência clara disso é um dos caminhos para a reversão do triste cenário não só do Brasil, mas de todo o mundo”, reforça.

Clique aqui e saiba mais sobre a campanha: “No Trânsito, o sentido é a vida”.